Arquivo da tag: moda

Dicas para o atelier

Olha que graça.

As mesas das minhas máquinas têm gavetas, mas eu não gosto de usar para este tipo de material.

Este modelinho é bonito e muito prático para quem não possui gaveta ou não acha prático usá-la.

🙂

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Faça seu próprio penteado para sair

Os penteados considerados mais fáceis e rápidos para cabelos também podem ser bonitos e elegantes.

Muitas vezes temos que ir a algum evento, uma reunião, ou até a uma balada e não há tempo ou disposição e até mesmo dinheiro para sempre frequentar o salão para arrumar os cabelos.

Para quem gosta de variar seu look todos os dias ou nos fins de semana, eis algumas dicas e passo-a-passo para você mesma fazer um penteado moderno e legal.

Quando a ocasião é mais sofisticada e solene, pode escolher algum mais elaborado, pedir ajuda para alguém ou ir ao salão.

Quem nunca fez um rabo de cavalo pelo simples fato de não estar com tempo ou disposição para arrumar os cabelos?
O rabo de cavalo é uma forma bastante casual e bem simples de se fazer. E a partir dele pode-se fazer diversos penteados diferentes.

Com o babyliss você pode fazer alguns cachos nas pontas para deixar solto.

Para deixá-lo mais sofisticado, faça mechinhas e vá arrumando como um coque de forma aleatória e prendendo com grampos.

Penteados rápidos para sair

Coque com trança irregular.

Antes de fazer o coque torça as mechas de cabelo e deixe o coque frouxo e um pouco desfiado. Muito elegante este penteado.

Parece complicado, mas é super simples, separa o cabelo, faz três tranças e depois faz coques presos com grampos na nuca. Lindo.

  o mesmo processo em outra cor de cabelo

Estilo Pin up, simples e muito chic.

Ao invés de trançar o cabelo, faça nós. fica diferente e bonito.

Com criatividade dá para inventar uma imensa variedade de penteados rápidos e fáceis de fazer.

Bom evento.


Como fazer nós em cachecóis e echarpes para deixar seu look mais bonito

O inverno está chegando e o cachecol ou uma pashimina além de aquecer, enfeita e deixa o look mais elegante e atraente. Os lenços e echarpes mesmo sendo feitos com tecidos mais finos também têm vez.

Pashimina: feita originalmente de cashmere fina, atualmente o nome da peça e o material acabaram se tornando sinônimos. É conhecida por ter um visual de manta, ou seja, tecido mais largo e longo, usado como sobreposição em alguns looks, como xales para proteger as costas, ombros e braços. Além de serem confeccionados em teares industriais, podem ser confeccionados manualmente em tricô ou em tear manual.

Cachecol: Estreito e comprido, o cachecol é feito de tecidos quentes, como lã, fios de algodão ou tricô, e dão volume na hora de combinar com o look. São usados exclusivamente para agasalhar o pescoço no inverno.

Echarpe: é uma faixa de tecido comprido, retangular e estreito. Feito de tecidos leves e finos, como seda, crepe, cetim entre outros.

Lenço: Os lenços são caracterizados por serem quadrados, de diversos tamanhos – pequeno, médio ou grande – e diferentes materiais, como algodão, seda ou cetim. É um acessório multifuncional que pode ser usado tanto no inverno quanto no verão para compor um visual elegante.

 Aqui vai alguns exemplos de como podemos atar para que o look fique mais legal.

Escolha uma forma, seu estilo e veja qual combina mais com o modelo de sua roupa.

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Fotos: Internet.


CARTEIRA DELUXE MEDALHÃO

Carteira de cartonagem, forrada de tafetá preto rajado.

Aplicação grega preta e medalhão metálico com pedra cristal azul.

Fechamento: Botão de íma.

Tam: 20 x 12

Peça Única

R$ 59,00

 

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CARTEIRA DELUXE ONDA

Carteira com Design exclusivo. Em cartonagem, forrada em Tafetá preto rajado. Forro preto.

Fechamento: Botão de íma.

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Influência dos Figurinos na Vida Real

Artigo publicado no site “ARTES”

http://artes.com/sys/sections.php?op=view&artid=15&npage=4

Influência dos Figurinos  na Vida Real

By Janice Ghisleri

 

Abstract:
O objetivo aqui é levantar a importância de pesquisar a catarse entre um espetáculo e o público, a influência que um astro pode causar na nossa vida, como ele contribue e influencia as pessoas com sua aparição no show business, entender este processo é tão imprescindível quanto entender a cabeça humana. As pessoas são influenciadas por este furacão de informações que são passadas através das roupas dos astros, por ele mesmo ou por personagens que interpretam. Este artigo mostra um vislumbre do processo que ocorre que não é de hoje mas desde a advenção das estrelas da ópera e criação do cinema, hoje um dos maiores propulsores deste fenômeno. Um processo que psicologicamente estudado nos mostra que nossa vida é influenciável e que gostaríamos de ser ou ter um pouquinho que fosse dos personagens e ídolos, seja como atores ou músicos. Copiar suas roupas e seu modo de falar, seu comportamento, seus garbões é generalizado, basta analisarmos nas ruas e nas lojas como encontramos roupas, acessórios, maquiagem que vimos na TV ou no cinema e até mesmo em uma festa a fantasia como há personagens imitados.

    A vida imaginária dos deuses e heróis, são uma imagem que faz com que os “mortais” tentem suprimir sua vida tediosa; sonham em ser como eles, e viver suas aventuras, e o filme que é uma duplicação da vida, projeta essa identificação, fazendo dos atores e atrizes modelos e espelhos de imitações, e até mesmo uma mercadoria, é a multiplicação da sua imagem, uma potência mítica que atrai febrilmente. Segue-se o regime alimentar e corporal da estrela. Adotam-se a maquiagem e os cosméticos que ela usa, imitam-se sua toilette, seu comportamento e seus tiques MORIN, 1989:67.

A identificação iniciada na sala de exibição pode prosseguir do lado de fora do espetáculo: segundo uma pesquisa feita por J.P. Mayer em British cinemas and their Audiences: -“Quando voltava para casa, sonhava ser a linda heroína vestida magnificamente, com uma pluma nos cabelos” – aprendiz de cabeleireira de 16 anos e meio, op.cit.” MORIN, 1989:66. -“Lembro que copiei o estilo da roupa que Mirna Loy usava num filme, e me senti muito Hollywood” – datilógrafa de 23 anos, ibid. MORIN, 1989:66. Já muito antes do início do cinema, as pessoas imitam seus personagens favoritos, seus ídolos. Após a consagração vinda do palco onde se representava a ópera e o teatro pelas divas dos palcos, principalmente no século XIX e início do século XX, as cantoras inspiravam as damas da sociedade a copiarem suas roupas, pois sabiam que seus maridos as admiravam e discretamente, sem deixarem que fossem percebidas, tentavam vestir-se como elas. Hoje os palcos deixaram muito de ter esta influência nas vestimentas, mas levam a identificação pelo sentimento de alegria e sonho mesmo assim. A partir de 1914, os cinemas americano e francês reinavam no mercado mundial, e já começaram a fazer com que no momento que o filme era lançado, provocassem a chuva de pedidos de vestidos iguais à da mocinha do filme na modista da cidade pelas mulheres elegantes. Desde então, é sobre uma imensa e das maiores quantidades de público que as estrelas de Hollywood exercem a sua influência na moda. Em 1930, o costureiro Bernard Waldam teve a idéia de capitalizar essa tendência, lançando no “Modern Merchandising Bureau” o “Estilo das Estrelas de TV” e “Modas do Cinema”, padronizando e espelhando no mercado um gênero de roupa inspirado em filmes de sucesso. Este tipo de mercado é muito comum, lojas especializadas em criar figurinos inspirados em filmes famosos. E estas mesmas lojas, podem servir de referencial para outros figurinistas e podem fornecer alguns trajes para peças de teatro, dança e filmes, com ou sem alterações.
Ex.: Alguns figurinos para o Filme Titanic foram comprados prontos ou encomendados pela figurinista do filme em lojas de roupas antigas nos Estados Unidos e algumas na Inglaterra. Estas mesmas lojas venderam milhares de vestidos iguais ao de Rose (Kate Wislet) após o filme ter sido lançado. Não somente as roupas, mas também os acessórios passam pelo mesmo processo.O colar de diamante azul em forma de coração usado no filme, chamado de “Coração do Oceano”, foi replicado no mundo todo. Uma jóia que teria existido na realidade e pertencido à Luis XIV.

    Se a alta-costura parisiense é soberana quanto ao comprimento da saia e continua a deter o monopólio da moda de curto período, são as estrelas de cinema que se colocam na vanguarda das grandes tendências de moda, quebrando ou suavizando os tabus vigentes. Em 1941, as grandes atrizes hollywoodianas adotaram tecidos e roupas masculinas (tweeds, shorts, camisas), enquanto as estrelas masculinas usavam tecidos e cores até então próprio à mulheres. Uma mulher é capaz de derrubar o dogma do reino fashion. Nú sob sua camisa em “Aconteceu naquela Noite”, Clark Gable infligiu um golpe tão demolidor na venda de camiseta que o sindicato dos fabricantes de malhas pediu a eliminação dessa cena anti-camiseta. MORIN, 1989:97.

Não somente os trajes no cinema influenciam os espectadores, mas os dos artistas da música também o fazem. As roupas dos artistas musicais influenciam na sua imagem, como fortemente o público foi influenciado pelos trajes de Madonna, e tantos outros astros da música, como Guns and Roses que influenciou o movimento grunge, Cindy Lauper com suas roupas extravagantes e seus cabelos coloridos, Britney Spiers com suas roupas fashion e calças de cintura baixa, Bon Jovi principalmente nos anos 80 com roupas cheias de estilo e mistura de tecidos e cabelos com permanente, muitas fãs foram flagradas com tatuagem do símbolo do supermen no braço igual à que Bon Jovi tem no braço, entre tantos outros exemplos. Geralmente astros com características rebeldes, tendem a influenciar mais, principalmente os jovens. No Brasil o maior propulsor deste fenômeno são as novelas. Ocorre rapidamente uma cópia nas ruas e lojas, das roupas da protagonista das novelas da moda, corte de cabelo, maquiagem e uso de acessórios, além das atrizes e atores também serem imitados no seu comportamento, na sua maneira de falar ou agir. Este modismo tem duração curta e sai tão rápido quanto chegou sendo assim aberta outra brecha para outro “boom” do momento. Alguns fãs ainda seguem fiéis aos seus ídolos se não usando mas guardando tudo sobre seus ídolos. Estudando a linguagem das roupas descobrimos muitas mensagens passadas através das cores, texturas e formas dos trajes e também dos acessórios que são usados. O visual geral é reforçado pelas roupas, podemos entender o sentimento, o momento que está ocorrendo somente pelo tipo de vestimenta que o ator esta usando em determinado momento da cena , a linguagem visual é inteiramente carregada de símbolos também estudado pela semiótica e atinge o subconsciente e nos revela muitas intenções, ações, sentimentos e situa o personagem no ambiente social, temporal, regional e cultural.

    A estrela é essencialmente padrão-modelo, que determina a aparência exterior (vestuário, maquiagem), também serve de exemplo aos comportamentos da alma: a estrela torna-se boa conselheira, um anjo da guarda…e é a própria estrela que dá a imagem e o modelo dessa máscara e desse disfarce: nós a integramos à nossa personagem, assimilando-a à nossa própria pessoa. MORIN, 1989: 101.

Um dos exemplos mais fortes que fortalecem o que se está expondo aqui, foi o ator James Dean. Ele foi um modelo de expressão típica da adolescência em geral e da adolescência americana em particular. Ele fixou uma maneira de se vestir que exprime uma atitude em relação à sociedade: o blue jeans, a jaqueta de couro, a camiseta, a abolição da gravata, o desabotoado e o desleixado voluntário são igualmente signos ostensivos, de uma resistência as convenções sociais do mundo dos adultos. Na realidade, James Dean não inovou em nada, apenas canonizou um conjunto de normas do vestuário que permitiu a uma classe de idade se afirmar, e se afirmar mais ainda através da imitação que faziam de seu ídolo. Podemos concluir então que como no passado Aristóteles já defendia o processo de identificação e acreditava que no espetáculo deve ocorrer a catarse e atingir o público, ocorreu no passado e ocorre ainda nos dias de hoje. Defendia que a tragédia deve causar no espectador um sentimento de medo ou piedade, sendo assim, o espectador entra em catarse, que é o processo esperado na apresentação de uma arte. É um momento de atingir o psicológico, causando assim a identificação da tragédia com o espectador, deve ocorrer um apaziguamento ou aprimoramento no coração, deve atiçar a alma, passar a mensagem de sermos melhores, mexer com nossas emoções. As emoções dolorosas nos causa uma piedade com o personagem representado, do sofrimento de outra pessoa, muitas vezes já conhecemos este sentimento e isto é como se abrisse nossa ferida, e nos faz sofrer e nos identificar com o personagem, ou então imaginamos que estamos no lugar dele , passando por isto. O sentimento de querer passar por aquilo, geralmente é a sentimento da identificação que nos aflora o sentimento de esperança. Com uma identificação da ação em momentos de felicidade, amor, romantismo, ou o desejo de viver aquele conto de fadas e ter um final feliz é o que nosso inconsciente deseja e a psicologia defende este processo. Podemos entender sobre piedade o sentimento que ocorre de alguém a outrem que está passando por uma situação que acreditamos ser indevida, um terror não merecido à alguém. Prazer é a alegria que nos acerta o coração e nos faz sair de um teatro mais animados, mais com vontade de viver, revigora nossas energias, nos faz rir e nos traz raios de sol para nossos dias. É uma identificação com algo que gostaríamos de nos deparar todos os dias, situações de otimismo, alegria, um amor conquistado, enfim um final feliz.

    Bibliografia 

  • ECO, Umberto. SIGURTÁ, Marino. ALBERONI, Francisco. DORFLES, Gillo. LOMAZZI, Giorgio. Psicologia do Vestir . 3a edição. Lisboa: Assírio e Alvim, 1989.

  • CAPUZZO, Heitor. Cinema: A Aventura do Sonho. São Paulo: Editora Nacional, 1986.

  • MORIN, Edgar. As Estrelas: Mito e Sedução no Cinema. Rio de Janeiro: José Olympio,1989.

  • ROUBINE, Jean-Jacques. Introdução às Grandes Teorias do Teatro; tradução André Telles. – Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003.


Importância do Figurino no Espetáculo

Artigo publicadi no site “ARTES”

http://artes.com/sys/sections.php?op=view&artid=15&npage=2

Importância do Figurino no Espetáculo

By Janice Ghisleri

Alguns figurinos ou alguns elementos cênicos podem assumir papéis tão importantes quanto um ator dentro de um espetáculo, pois podem possuir peso e função tamanha que acabam falando por si só. Antes de considerar um grau de importância do figurino primeiro é preciso definir o que é. Chamamos Figurinos o traje usado por um ou mais personagens de uma produção artística, independente de sua linha (teatro, dança, cinema, musicais, etc.). Alguns profissionais se referem aos figurinos como traje, indumentária, vestuário, mas temos algumas diferenças básicas que diferem nos termos. Denominamos que indumentárias seriam todo o vestuário em relação a uma determinada época e povos. Vestuário, um conjunto de peças de roupas que se veste e o figurino seria o traje usado por um personagem criado. Consideramos como figurino tudo que o ator leva em cima de si, temos então as roupas e acessórios. Em relação aos acessórios classificamos a joalheria, chapelaria, calçados, luvas, sombrinhas, leques, lenços entre outros. Alguns acessórios já foram parte integrada e essencial na composição do look da vestimenta em épocas passadas, mas atualmente não são mais usadas, como luvas, sombrinhas, alguns estilos de chapéus, chales, etc, hoje estes somente são usados eventualmente em determinados lugares ou quando devemos mostrar figurinos de época. Como define Cunningham, “o figurino é um traje “mágico” – um traje que possibilita, por um tempo, o ator ser outra pessoa. Como a capa de Próspero, que concentrava seu poder sobrenatural sobre os ventos e os mares. A roupa do ator, ajuda a concentrar o poder da imaginação, expressão, emoção e movimento dentro da criação e projeção do caráter do espetáculo”.(Cunningham, 1984:01) O figurino é mais que uma simples veste, mais que uma roupa, pois ele possui uma carga, um depoimento, uma lista de mensagens implícitas visíveis e subliminares sobre todo o panorama do espetáculo e possui funções específicas dentro do contexto e perante o público, ora com grau maior ora menor. O figurino tem como duas funções básicas definir o personagem interpretado pelo ator e ajudar a estabelecer o tema, idéia e atmosfera da produção interpretada pelo diretor além de mais outras quatro não menos importantes. O figurino é parte importante do espetáculo, pois através dele se cria uma linguagem através das formas, cores, texturas, transmite a época, a situação econômica política e social, indica a região ou cultura, estilo do personagem, estação climática, aspecto psicológico, enfim os elementos necessários para passar ao espectador o sentido do espetáculo, devendo mostrar as relações entre todos os personagens. O Espaço é onde ele vive, local, região, cultura, se é um lugar específico, real ou é um lugar inventado, que saiu na imaginação do escritor. O figurino pode demonstrar claramente de que país de passa trama, por certas características folclóricas nas roupas de todos os países. Dependendo do local, vai-se usar determinado tipo de figurino característico do seu país, de sua cultura, possuindo trajes característicos alguns ainda usados até hoje, alguns ainda mais considerados folclóricos ainda usados somente em períodos festivos.
Ex.: Se virmos um homem usando o Kilt, sabemos que ele está na Escócia ou está em outro país, mas está representando este país. O mesmo ocorre com uma gueixa, um cowboy, etc. A época é em que determinado tempo da história o personagem está sendo interpretado, é muito importante ter uma data específica para poder se seguir uma linha de pesquisa. Podemos identificar se é de uma época anterior pela diferença nas formas dos trajes, e claramente pode-se identificar as estações do ano em que está ocorrendo a trama, pelo excesso de roupa ou falta dela. Ex.: Se virmos dois homens lutando com espadas e armaduras logo vemos que a historia se passa na Idade Média. Alguns trajes são mais fáceis de identificar que outros, para um conhecedor da história do vestuário, pode-se em alguns momentos identificar até o ano em que a trama está ocorrendo mesmo sem haver a declaração desta. O figurino pode determinar a passagem de tempo, assim como a maquiagem serve para ressaltar esta parte de extrema importância. Se virmos um personagem com roupas de verão e logo de repente ele está com roupas de invernos, sabemos que se passaram alguns meses, no decorrer do tempo, ou ainda pode-se ser por poucos anos, o envelhecimento através da maquiagem, já determina a passagem de vários anos. Com o clima também ambienta uma troca de ambiente, local, o personagem pode ter viajado de um país para outro. É necessário estabelecer qual a idade do personagem. A maior parte da responsabilidade é da roupa. Pois se mais recortada, mais decotada, mais ousada, véu na cabeça, comprimento da saia, etc.tipos de tecidos, acessórios. Neste caso a maquiagem age como um fator crucial nesta parte da caracterização e os penteados. No geral a hierarquia dos personagens, suas posição na sociedade, posição social define o básico da ação ou rico verso pobre, entidade verso um sujeito ou vice-versa Isso depende de uma hierarquia, da situação e tempo e cultura. Ex.: reis são ricos e usam roupas com tecidos pomposos, joalheria rica, serviçais, vestem roupas comuns e o povo veste outro tipo de roupa (todos têm peculiaridades e diferença nos traje e maior riqueza dos tecidos e qualidade de tecidos). Define-se seu estilo de vida, quanto ganha, que nível de riquezas possui, qual seu cargo, na profissão. Que função desempenha. Se for uma faxineira, não irá usar saltos altos, jóias e muito menos um tailleur. Um advogado que trabalha em uma grande empresa deve usar um termo bem cortado, com boa qualidade, uma boa gravata, um cabelo bem cortado e penteado. Claro que falando desta maneira parece uma grande descriminação, mas a realidade aqui também atinge a ilusão. E se não se souber fazer esta distinção e escolher os trajes adequados em relação idéia proposta em questão de status social teremos um grave erro de figurinos, podendo prejudicar todo o espetáculo, claro que temos situações onde o pobre se veste de rico e vice-versa, para interpretar uma cena camuflada, onde seu personagem passa por esta situação de metamorfose. Os personagens são identificados por outros personagens pelas roupas que usam, nós espectadores sabemos sua real identidade, mas o outro personagem não o sabe e o julga pelo tal. Como no filme “A Princesa e o Plebeu”, onde Andrey Hupburn vive a princesa e se camufla de plebéia para viver uma aventura como uma pessoa normal nas ruas de Roma com o jornalista protagonizado por Gregory Peck. A personalidade do personagem é de extrema importância para definirmos seu figurino.
Corte, cor, acessórios, qualquer aspecto das roupas pode passar a personalidade, suas atitudes comportamentais.
Ex.: Uma mulher charmosa, delicada, um punk, rebelde, um almofadinha, uma dondoca vestindo grifes, uma mulher moderna, liberada, uma carola de igreja. Uma pessoa introvertida ou extrovertida, alegre ou triste. Aqui cabe também o exemplo que mencionei acima, sobre a faxineira e o advogado. A faxineira mesmo usando roupas mais simples ou um uniforme, poderia sim usar roupas provocantes curtas ou decotadas, se assim fosse sua personagem uma mulher mais sexy e insinuante, e o advogado, poderia usar uma gravata horrorosa, um terno amassado ou completamente fora de moda, se seu personagem fosse um caricato ou hilário, e tivesse personalidade tímida ou retrô e abaixo, se não tivesse auto estima ou tivesse falta de senso. Segundo Rebecca Cunninghann, “uma peça existe porque um escritor tem uma ou mais idéias para expressar” . Sendo então que o tema ou o conceito do espetáculo proposto pode-se basear na história, pontos de vista, temas, incidentes e há varias linguagens para se contar uma história. O conceito que se segue para estudar o script são baseados na linguagem e na história pode ser interpretada e representada de várias maneiras. A disposição pode ser imposta pelo escritor e interpretada pelo diretor. O conceito é definido através de estilos, cores, formas, texturas.

    Estilo – se é realista ou estilizado. Cores – cores expressam sensações e podem definir um contexto com muitos significados. Volume – produções estilizadas pode ser utilizadas de formas exageradas ou pequenas demais para enfatizar uma cena. (mais propenso no teatro) Texturas – através das texturas para demonstrar algo sobre o personagem no relacionamento dele com os outros personagens, ou de determinados grupos. A textura também expõe ocasiões.

Se tivermos uma comédia pastelão, podemos definir uma linguagem caricata e exagerada para identificar e caracterizar os personagens, ou podemos dar um toque sombrio e melancólico nos personagens que interpretam um gênero dramático. Em algumas produções, o figurino não é considerado como uma das partes fundamentais de um espetáculo, o trabalho não é levado com a seriedade necessária, as prioridades são para outros departamentos da produção e pode transforma-se em um trabalho errôneo. Muitos espetáculos de palco e até muitos filmes, cometeram erros gravíssimos no estudo de época, ou na coerência das roupas com as cenas. Ponto este que deve ser salientado aqui, para podermos analisar com coerência antes de fazermos uma crítica negativa, primeiramente devemos analisar a proposta, pois onde podemos instigar um erro de construção de figurinos, podemos estar ignorando que há realmente a intenção de mostrar uma mistura que parece descabida. Muitos casos errôneos ocorrem e passam desapercebidos pela maioria dos espectadores pela falta de conhecimento dos trajes de épocas anteriores, o que poderia ser usado ou não, o que é releitura ou não, como pequenos detalhes como, por exemplo, um zíper, botões, tipos de tecidos ou forma das roupas que não se poderia estar usando em determinada época. Mas não podemos contar com a ignorância sobre o assunto dos nossos espectadores pois não o são, muitos não são exímios conhecedores de roupas de época ou linguagem vestual, mas percebem a falha na composição visual com certeza. O figurinista ou o diretor pode seguir uma intenção real de transgredir a harmonia, quebrar tabus, conceitos culturais, misturar estilos, mas muitas vezes o espectador não compreende a mensagem, ou claro, ocorre realmente um erro no trabalho, como misturar épocas, trajes incompatíveis com a situação, tecidos impróprios para determinadas roupas, excesso de acessórios ou falta deles, e muitos pontos que caracterizam um personagem. Um exemplo que posso citar: a Ópera “La Traviata” apresentada em Florianópolis em 2000, no Teatro do CIC, onde a princípio seria uma grande produção, envolvendo cantores de diversas localidades, cenários e figurinos trazidos do Teatro Municipal de São Paulo. A ópera tem como época de representação original, a data de 1850. Pela nova concepção do diretor, esta representação de La Traviata, seria transposta para o ano de 1920. Mas o que se viu foi uma produção sem pesquisa, mal elaborada, sem estudo de personagens, e muito menos, alguma roupa que demonstrasse a época em que o drama ocorria. As roupas eram de épocas diversas, a única personagem que usava um traje de 1920 era a ama de Violeta. O médico entrou em cena, sem traje adequado, ou sequer um objeto que o caracterizasse como sendo um doutor. O momento do baile foi decepcionante, de extremo mau gosto, pois em se tratando de uma festa de gala, as damas pareciam ser as empregadas, pois não havia vestidos luxuosos e muito menos algum brilho, sendo esta uma gafe terrível, pois a década de 20, foi um dos períodos onde se usavam muitos brilhos como canutilhos, bordados e jóias. A produção foi tão mal elaborada que os erros eram completamente visíveis até aos mais leigos, o que foi uma pena, sendo que as pessoas saíram do teatro decepcionadas, e os cantores acabaram sendo prejudicados. Referindo-se à produção dos figurinos.
O diretor Harold Clurman discorda da veracidade dos elementos visuais, segundo ele maquiagens exageradas, alguns tipos de vestimentas, roubam a atuação do autor, deixa claro demais que o que o público está vendo é uma representação. Ele achava que veracidade nas roupas históricas era desnecessário, para ele o mais importante é a relevância dramática e não a coerência histórica, a atuação, ênfase textual e expressão corporal são o mais importante. Clurman claramente tinha em mente que ao vestir um traje de época, era mais propício ‘a um baile a fantasia. Mas nem todos pensam assim, graças a Deus. Sabemos que o figurino é um dos elementos visuais e estes todos estão relacionados entre si então salientamos aqui o figurino em relação aos outros elementos cênicos, em grau de importância semelhantes, um não se sustenta sem o outro e um pode prejudicar o outro. Sendo então que o espaço emoldura o personagem, e o figurino enquanto elemento visual estabelece um essencial elo de significação entre o personagem e o contexto do espetáculo. Sendo que o mais importante é a completa integração entre o ator, figurino, cenário, e a luz, pois nestes estão concentrados os elementos visuais. Este trabalho deve ser feito num todo no campo da cenografia, pois o espetáculo é o resultado de um trabalho em conjunto. Cenografia é a arte de projetar e dirigir a execução de cenários para teatro, balé, ópera, cinema e televisão. Seu campo de criação e trabalho compreende, além do cenário propriamente dito, todos os elementos plásticos que compõem o espetáculo: figurinos, adereços, iluminação e maquinaria de palco. Dias defende o conceito de cenografia e cita “A cenografia é tudo o que é registrado em cena, e não se pode separar cenário, figurino, adereços, iluminação ou até mesmo a marcação de cena, isto é, a movimentação dos atores, porque todos estes elementos, estabelecem fluxos, massas, volumes, num determinado espaço”.( DIAS IN:SESC, 1995:23) A iluminação é de extrema importância em um espetáculo, pois através dela se cria funções de hora, lugar, estação climática, clima de tensão ou euforia na cena, cabendo ao diretor encontrar seus momentos. Em relação ao figurino e a iluminação, é que esta pode alterar os tons da roupa, realçar seus brilhos ou ofuscá-la, não somente dos trajes, mas também dos acessórios, deve-se ter cuidado e planejamento com o iluminador, para que o figurino, não seja prejudicado. Se no espetáculo houver efeitos extensivos de luz, planejado anteriormente, o figurinista deve ser informado das cores e tipos de iluminação que serão utilizados, e fora isto, geralmente o iluminador prepara luz após cenário, figurinos e marcações estarem prontos. A iluminação ajuda a vaorizar o rsto, a amaquiagem, as cores das roupas, mas também ajudam a ocultar sinais, marcas no rosto. O figurinista que cuida da criação dos figurinos, os interpreta, idealiza, desenvolve a pesquisa, criação dos croquis, pode reelaborar figurinos já existentes, coordena a equipe de produção e organização do guarda-roupa. É responsável enfim, por toda e qualquer produção necessária, seja delegando funções a terceiros ou produzindo ele mesmo, dentro desta concepção de totalidade, é necessário que tenha noções de cenografia, teatro, expressão corporal, iluminação, noções de espaço, arte, além de como se criar um traje, como história do vestuário, desenvolvimento de croquis, desenho técnico, modelagem, conhecimento sobre tecidos, acessórios, costura, e onde pode encontrar materiais e pessoal especializado. Infelizmente muitos espetáculos pecam nestes cuidados e podemos ver bons trabalhos serem prejudicados ou infelizes nas suas produções por figurinos indevidos, errados ou desprovidos de estudo, que destoam, ou não correspondem à sua função. Ou simplesmente são dados como mera roupa que veste o ator. Mas que a coerência da beleza e globalidade visual impere e prevaleça para que nossos expectadores possam entrar na sala de exibição e só ver beleza e harmonia e ter certeza que a mensagem será passada.

    Bibliografia

  • CEBALLOS, Edgar. Princípios de Direccion Escenica. México: Grupo Editorial Gaceta, S.A, 1992.

  • CUNNINGHAM, Rebecca. The Magic Garnment. Principles of Costume Design. Nova York: Editora Congman, 1984.

  • ECO, Umberto. SIGURTÁ, Marino. ALBERONI, Francisco. DORFLES, Gillo. LOMAZZI, Giorgio. Psicologia do Vestir . 3a edição. Lisboa: Assírio e Alvim, 1989.

  • FERGUSSON, Francis. Evolução e Sentido do Teatro. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1964.

  • GIRARD, Gilles; OUELLET. O Universo do Teatro. Editora Livraria Almeida. Coimbra/Portugal, 1980.

  • MANTOVANI, Anna. Cenografia. São Paulo: Ática S.A., 1989.

  • MONTEIRO, Marianna. Noverre-Cartas sobre a Dança. São Paulo: Edusp, 1998.

  • NELMS Henning. Como Fazer Teatro. Rio de Janeiro : Letras e Artes, 1964.

  • PORTINARI, Maribel. História da Dança. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1989.

  • RACINET, Albert. Histoire Du Costume. Slovênia: Bookking International, 1988.

  • ROSENFELD, Anatol. Prismas do Teatro. São Paulo: Perspectiva: Editora da Universidade de São Paulo, 1993.ROUBINE, Jean-Jacques . A Linguagem da Encenação Teatral -1880-1980. São Paulo: Zahar Editores S.A., 1982.

  • SESC. Cenografia – Um novo Olhar. São Paulo: SESC. Pompéia, 1995.

  • SOTTO, Marilyn. The Art of Costume Design. Hollywood: Editad Fabian Dean/Published by Walter T. Fauster.s/d.